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VITOR OLIVEIRA Rua de Santo António, 4 Apresentação do Canil: |
A IMPORTÂNCIA DO “PEDIGREE” Incentivados pelo significativo número de acessos ao www.canildaktari.com e, por conseguinte, acreditando que leigos, admiradores e amantes da raça pastor alemão, potencialmente futuros criadores, estejam visitando o site, achamos que a oportunidade viabilizava uma conversa franca sobre o pedigree. Os menos avisados, a mercê de seus entendimentos particulares, consideram o pedigree uma grande frescura e chegam, até a afirmar, com convicção de cego em tiroteio, que: - “... sem pedigree é mais barato. Eu não quero cachorro para exposição. Esse aqui está bom...” E, aí, começa o engano, o estabelecimento da criação paralela ou de envolvimento e, bem mais grave, o perigo de levar para a convivência de sua família, um animal de origem desconhecida ou duvidosa. Nada contra a existência de qualquer animal, mas, pelo amor de Deus, não venha dizer que tem um pastor alemão, apenas porque o animal tem orelhas erectas e guarda uma distante semelhança com a verdade. De outra forma, não conte a velha história do “cão policial”. Isto não é uma raça. Cão policial é todo aquele que integra os batalhões de nossas polícias. E mais, “cachorro lobo” é outra patranha. Lobo é lobo. Cachorro é cachorro, vinculações pré-históricas, à parte. Mas, o que é esse tal de pedigree? Pedigree é uma expressão inglesa para conceituar um documento, onde se constata, por várias gerações, a origem do animal, atestando que ele foi criado de acordo com as normas e exigências do Órgão competente para essa expedição. Em outras palavras, é uma Certidão de Nascimento, ao nosso entender, mais precisa do que aquelas que todos nós somos portadores. Sob nossa óptica, o pedigree deve ser entendido sob dois aspectos: . 1º ADMNISTRATIVO – Quando se refere a direitos e obrigações, taxas emolumentos e outros encargos pactuados, por estatutos, entre o criador e a Entidade emissora. . 2º TECNICO – É a orientação, os permissivos e as vedações de ordem genética impressos no documento com o intuito de coordenar a criação evolutiva e de aprimoramento da raça, a luz dos assentamentos do Órgão emissor. Como podemos inferir, a intenção reside na organização da criação e, agir correctamente, cautela e caldo de galinha, não fazem mal a ninguém. Assim, foi por este caminho que o pastor alemão evoluiu de 1899, até os dias de hoje, como podemos confirmar pelas fotos abaixo:
NO nosso país, a Entidade máxima para coordenação, orientação e emissão de Registros Genealógicos (pedigree) é o CLUBE POTUGUÊS DE CANICULTURA – CPC, do qual a ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DO CÃO DE PATOR ALEMÃO – APCPA e o PASTOR ALEMÃO CUBE DE PORTUGAL - PACP são filiados. A nossa Entidade Nacional o CPC – CLUBE PORTUGUÊS DE CANICULTURA, é filiada internacionalmente, e esta ligado a FCI – FEDERAÇÃO CINOLOGICA INTERNACIONAL. Todas essas filiações e vinculações conferem total credibilidade na emissão dos nossos pedigrees, como garantia da possibilidade plena de sempre evoluirmos o pastor alemão rumo a perfeição que é uma eterna busca. Ainda, assim, existem pessoas que, por descabida teimosia, insistem em adquirir mestiços ou cães sem procedência, advindos das mãos de leigos ou de aproveitadores que, sem o menor escrúpulo, empurram aos tolos de boa fé, problemas que se avolumarão no futuro, como bombas que explodirão no seio da família que, inocentemente, pensa ter um verdadeiro pastor alemão em seu lar. Não caia em conversa de vendedor. Um pastor alemão com pedigree custa cerca de 400€ a 750€, normalmente partilhados pelos Canis da raça, devidamente registrados. O outro, sem o pedigree e sem procedência, custa, em média 250€ a 300€. Será que sua família, seus filhos, sua segurança e de terceiros valem menos que essa pequena diferença? Cães que portam um pedigree tiveram seus pais (portadores de pedigree) testados em seus temperamentos e carácter. Acasalaram, com a idade prevista em regulamento, após autorização formal de um Juiz especializado na raça, durante uma exposição ou fora dela, excepcionalmente. A ninhada foi verificada por uma Comissão da Entidade local que conferiu peso, condições de saúde, higiene do Canil, documentação pertinente e características explícitas da raça. Somente, após o cumprimento desse rigor estatutário e quitação das taxas correspondentes o proprietário da ninhada poderá requerer os registros (pedigrees), dos cachorros aprovados. Tudo isto significa custos, dedicação e estrito cumprimento de normas regulamentares. Imaginem: Como será criado o tal do sem pedigree? Qual o controle sobre ele? Qual o custo? Vale a pena pagar, quase, o mesmo preço? Será que alguém, de bom senso, deverá se deixar iludir estupidamente? Ademais, os dois, com ou sem pedigree, têm o mesmo gasto, comem a mesma quantidade, entretanto, um é a verdade e o outro é o engodo. Vamos reflectir? Quando lhe oferecerem um cão, sem pedigree, pergunte ao vendedor, por que ele não tem o registro. Certamente você ouvirá uma grande justificativa, para convencê-lo de que berimbau não é gaita, mas a “verdade” é bem outra. Não tem e nem terá porque não cumpriu as exigências impostas pelo Órgão expedidor, ou foi vetado por algum motivo técnico e/ou administrativo de relevância. Esta, sim, é a pura e cristalina verdade. Assim, amigo internauta, por tudo que expusemos, acreditamos que não persistem dúvidas sobre a importância do pedigree. Cremos que cumprimos o nosso dever de alertar e explicar a todos aqueles que, hoje, admiram e, amanhã, serão criadores desse magnífico espécime canino de comprovada índole e capacidade de trabalho, quer civil, quer militar, quer na paz, quer em actos bélicos. Está em nossas mãos a continuidade e a evolução do cão mais versátil do mundo, bem representado pelo seu slogan: - PASTOR ALEMÃO, AMIZADE E PROTEÇAO –
Adaptado do artigo de WILSON ROBERTO PROTÁSIO LIMA |
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