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VITOR OLIVEIRA

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Apresentação do Canil:

Criação seleccionada em beleza (vários campeões de beleza) e trabalho. Cachorros e jovens com origens prestigiosas, perfeitamente sociabilizados, para a guarda, companhia, exposições, criação. Garantias legais. Acompanhamento e conselhos assegurados .


GESTAÇÃO E PARTO

A coordenação da actividade de criação de uma cadela é um verdadeiro desafio, em virtude do prolongado período de duração do cio em comparação com os de outras espécies domésticas, e pela grande variação na duração de cada fase do ciclo estral.

Muito embora se verifique uma grande variação individual entre cadelas, a maioria ovula cerca de três dias após o maior pico ou aceitação do macho. A fertilização não se completa até uns três dias mais tarde, mas há evidências que mostram que o esperma do cão pode penetrar o óvulo imaturo tão logo ele seja libertado.

Segundo os Professores Holst e Phemister, da Universidade Estadual do Colorado, é aconselhável proceder ao acasalamento à primeira aceitação do macho e nos dias seguintes por um total de três vezes.

GRAVIDEZ

Não foi ainda identificada na cadela uma hormona específica da gravidez, e assim os exames de sangue e urina utilizados para analisar uma possível gravidez na mulher e na égua não funcionam para os canídeos. Porque as cadelas grávidas ou não grávidas segregam progesterona - uma hormona necessária à manutenção da gravidez - nos dois meses que se seguem a cada cio, podem acontecer alterações orgânicas, tais como desenvolvimento das glândulas mamarias e produção de leite, tanto em cadelas grávidas como não grávidas, (neste último caso, gravidez psicológica), não sendo assim fiáveis para um diagnóstico de gravidez.

O diagnóstico da gravidez é feito através da palpação abdominal ou por radiografia. A melhor ocasião para submeter a cadela ao diagnóstico da gravidez é entre os 25- e o 28° dia após o pico do cio ou primeira cobertura; nessa altura as vesículas fetais numa cadela de porte médio terão o tamanho e a consistência de ovos cozidos quando apalpadas abdominalmente. Depois do 35º dia o útero avoluma-se difusamente e um diagnóstico definitivo de gravidez pela apalpação torna-se bastante difícil.

As provas radiográficas da gravidez podem ser vistas do 42º ao 45º dia, quando os esqueletos fetais começam a calcificar. Se se prevê um parto com problemas e o criador deseja saber o número e o tamanho dos cachorros é melhor tirar as radiografias entre o 55º e o 58º dia, quando já foi alcançado o seu tamanho final. A maioria das cadelas pare entre os 59 e os 65 dias a partir da primeira cobertura ou "pico" do cio.

Se administrar à cadela uma boa ração comercial e lhe proporcionar diariamente um exercício regular, entre o diagnóstico da gravidez e o parto não será necessária uma maior atenção veterinária. A quantidade da ração de manutenção para um cão adulto deverá ser aumentada de 20 a 30% durante as últimas cinco semanas de gravidez em 2 ou 3 refeições diárias. Deve controlar-se cuidadosamente o apetite e o consumo de água. Na última semana de gravidez deve tirar-se a temperatura, à futura mãe, de 12 em 12 horas.

De entre os sinais que requerem atenção veterinária destacamos:

Presença de descarga vaginal;
Aborto espontâneo;
Temperatura rectal superior a 39,7°C;
Depressão, anorexia (inapetência);
Fraqueza, tremores, colapso;
Vómitos.

Uma semana antes da data prevista para o parto a cadela deve ser aclimatada à caixa/maternidade, e se necessário devem ser aparados os pêlos longos em torno da vulva e das tetas.

O PARTO

Vinte e quatro horas antes dos trabalhos de parto, a temperatura rectal da cadela desce abaixo de 37,8°C e às vezes abaixo de 37,3°C. Esta descida de temperatura é causada pela quebra repentina de progesterona, essencial à manutenção da gravidez na cadela. O declínio da temperatura bem como o relaxamento palpável na musculatura pélvica e abdominal são os sinais mais fiáveis de que o parto está iminente. O início da lactação é bastante variável.

Fase 1

É a mais longa etapa dos trabalhos de parto; é caracterizada por contracções uterinas e dilatação do cérvix. Os únicos sinais externos são inquietude e respiração ofegante. Durante essa fase a cadela ocasionalmente poderá vomitar, ter tremores ou procurará isolar-se num canto. Esta fase dura em média seis a doze horas.

Fase 2

É a etapa da passagem do feto pela cérvix e sua descida, tão difícil para a mãe como para os filhos. O registo do tempo em que se sucedem os fenómenos desta fase, tais como as contracções e movimentos, são essenciais para um bom controlo. Quando a cabeça do feto chega ao cérvix, um reflexo neuro-endócrino inicia a libertação da Oxitocina; as contracções subsequente poderão ser observadas externamente, revelando ao criador que a cadela se encontra na Fase 2.

Devem ser evitados quaisquer distúrbios ambientais, já que a cadela, se assustada, poderá inibir voluntariamente as contracções. A membrana corioalantóica externa rompe-se ao movimento do feto pelo canal de nascimento e ele nasce envolto apenas pelo saco amniótico. Cerca de 40% dos cachorros nascem de nádegas. Os cachorros nascem normalmente de meia em meia hora ou de hora a hora até terminarem os trabalhos de parto, não obstante os intervalos serem irregulares. O auxílio veterinário é por vezes necessário nesta fase e deve ser solicitado se:

- 1. a cadela apresentar sinais externos de contracções ou um grande volume na vulva por quatro a cinco horas sem expelir um cachorro, ou

- 2. a cadela apresentar contracções por mais de duas horas entre os nascimentos.

Quando a cadela iniciar a limpeza do cachorro recém-nascido, o dono não deve interferir. É melhor que a placenta fique ligada até que todo o seu sangue passe para o cachorrinho e a mãe a cortar, esmagando com os dentes o cordão umbilical. As placentas poderão ser removidas ou pode deixar-se que a mãe as coma. Se a cadela ignorar o cachorro, deve limpar-se-lhe rapidamente a cabeça e esfregar um pouco o corpo até que se inicie a respiração espontânea. Amarra-se então duplamente o cordão umbilical, corta-se e desinfecta-se com um anti-séptico.

Fase 3

Ou expulsão das placentas. Pode ocorrer após cada nascimento ou após o nascimento de dois ou três cachorros. As placentas devem ser contadas; não obstante as placentas retidas poderem ser diluídas e expelidas com os lóquios - corrimentos sanguíneos que se verificam após o parto - elas podem contribuir para uma metrite pós-parto.

Se uma placenta ficar retida, deve ministrar-se à cadela Oxitocina ou Metergil e controlar a temperatura, verificando-se 3 a 4 vezes ao dia durante duas a três semanas. Se a temperatura ultrapassar os 39,7°C, o corrimento vaginal deve ser recolhido e submetido a exame de cultura e iniciar-se um tratamento à base de antibióticos de largo espectro.

A administração rotineira do Oxitocina a uma cadela após o parto é desnecessária, já que o acto de mamar dos cachorros estimula a libertação repetida de Oxitocina endógena. Se nascerem cachorros mortos ou que não mamem deve ser administrada à cadela Oxitocina ou Metergil de acordo com o prescrito pelo Veterinário.

Os cuidados rotineiros puerperais à cadela incluem o controlo da temperatura rectal e a inspecção regular do corrimento vaginal, o exame de todas as glândulas mamarias, alerta para a presença de pus, odor fétido e tetas avermelhadas e doloridas. A cadela lactante poderá requerer tanto quanto duas a três vezes a manutenção calórica de uma cadela adulta e poderá ser alimentada à vontade em três ou quatro refeições por dia. O corrimento poderá continuar por quatro a seis semanas após o parto.

Os cuidados essenciais aos neonatos compreendem a provisão de adequado aquecimento (25°C constantes), cuidadosa observação para verificar se todos os filhotes mamam nas primeiras 24 horas, período em que é segregado e absorvido o colostro tão importante para os cachorros e ainda o controlo para verificação do seu peso diário.