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VITOR OLIVEIRA Rua de Santo António, 4 Apresentação do Canil: |
Movimentação: seus defeitos e principais causas
O trote Começaremos por dizer que da perfeição dos aprumos e angulações depende grandemente o rendimento do trote. De nada valem angulações anteriores maravilhosas com as posteriores medíocres (e vice-versa). Duas unidades medíocres que se completam uma com a outra, nos dão melhores resultados do que uma de melhor qualidade, mas que quebre o ajuste. Os defeitos Omoplatas com posicionamento inadequado (verticalizadas) devido também ao inadequado arqueamento da caixa torácica (devido à má curvatura das costelas), repercutem no centro de giro da escápula com prejuízo para o alcance anterior a aumento da concussão de aterragem, portanto, mais cansaço. Uma omoplata de 45º é, por exemplo, 30% mais eficiente do que uma de 60º. Úmero curto ou mal angulado - interfere no alcance anterior e no choque de concussão. Metacarpos rectos – o choque sobre a coluna óssea é intenso, o qual alcança com quase toda a sua força, a omoplata. Não há quase amortecimento pelos tendões que deveriam funcionar como molas. Metacarpos cedentes - ao contrário do anterior, o choque solicita brutalmente a acção dos ligamentos, que não estão em condições de amortecê-los. Pata - a sua conformação é importante. Os dedos longos (pé de lebre) propiciam maior alavanca, portanto maior velocidade (como no caso do pé do lebreiro), mas o animal não agüenta esforços prolongados. Quando curtos e compactos não favorecem a velocidade, mas sim a resistência. Os chamados “abertos” têm dedos separados e espalmados. É chamado “pé de lobo” quando aplanado e fino. I - Anormalidades dos aprumos anteriores (quando visto de lado): a) Metacarpo muito recto (ângulo com o solo superior a 60 graus) – passadas duras, cansaço fácil, levando ao achatamento da pata. II - Anormalidades dos aprumos anteriores (quando visto de frente): a) Aberto de frente – maior base de sustentação, mas torna-se mais lento; Nos ombros citaríamos: a) Ombro fechado ou super angulado (ângulo entre a omoplata e o dorso menor de 45 graus e entre a omoplata e úmero menor de 90 graus) - o cão torna-se mais baixo na frente, pondo maior peso sobre o trem dianteiro. Tende a cair na frente. b) Ombro aberto ou pouco angulado (dorso e omoplata com mais de 45 graus, omoplata e úmero com mais de 90 graus). Eleva a cernelha, pescoço verticalizado. Na movimentação tendem a apresentar passos curtos tanto para frente como para trás. c) Ombro alto (omoplata horizontalizada e úmero tendendo para o vertical). Passos saltitantes com grande elevação dos pés dianteiros, mais amplos para frente do que para trás. d) Ombro baixo (omoplata verticalizada e o úmero tendendo para a horizontal). Passo de curto alcance para frente e um pouco mais extenso para trás. O cão tende a abaixar a cabeça. e) Ombro ”deslocando para frente” – teríamos como exemplo o Saluki, o Greyhound e o Gran ·Danem: apagamento de cernelha e acentuada diminuição do ante-peito. Passos mais amplos para frente do que para trás. Passadas pouco rendosas. A expressão “ombros deslocados para frente” muito em voga no passado, hoje em dia é vista sob novo prisma (angulação escapole umeral rectificada devido a ossos curtos). f) Ombros carregados – aumento exagerado da musculatura localizada sob a omoplata. As pernas, se curtas, pode levar um criador menos experiente, a julgar que o cão tem uma grande profundidade de peito, quando na realidade o seu antebraço é que é curto. No trote tende a movimentar mais rapidamente os membros anteriores para compensar o que lhe falta em alcance de passadas. Movimentação: seus defeitos e principais causas - Parte 2 Trem posterior: outras anormalidades Em rápida revisão dos problemas do trem posterior influindo na movimentação, citaríamos: Aprumos abertos – inicia-se a propulsão fora da linha mediana do corpo, havendo deslocamento da parte anterior do corpo para o lado da perna propulsora –desvio de direcção. Aprumos fechados – há perda no equilíbrio e no vigor da propulsão. Jarretes abertos – quando as pontas dos jarretes se dirigem para fora, observaremos uma fraca propulsão e transmissão. Os pés, como é lógico, estão dirigidos. A força propulsora trabalha em sentido inclinado ao avanço do corpo. Jarretes fechados - também chamados "jarretes de vaca", irão dirigir os pés para fora. Há também uma perda de paralelismo. Não permite que o animal inicie a propulsão sobre a linha mediana do corpo. Pisa aberto. Fraca propulsão, pouca cobertura de solo e desvio de direcção. Outras anormalidades comuns no trem posterior: Garupa caída ou escarpada - causa grande prejuízo na metade posterior da passada, facilitando ao contrário o alcance para a frente, o que, para evitar interferir com o membro anterior, cria o chamado "passo de caranguejo". Tende também a jogar a garupa para cima e este movimento de sobe e desce causa desperdício de energia. Menor propulsão. Garupa plana ou horizontal - o segmento anterior da passada é mais curto do que o posterior. Na movimentação, o joelho e o jarrete se elevam muito dando pouco propulsão. Garupa curta - em geral associada à garupa plana. O segmento anterior da passada é menor do que o posterior, jarretes e joelhos se elevam muito dando o passo pedalado. Garupa alta - em geral decorre da falta de angulação da articulação do joelho. Com relação ao fémur e a tíbia, seus tamanhos e angulações, poderíamos segundo Meinl, 1) Faltas não mantendo ângulos:
2) Faltas mantendo o ângulo: Sobre as anormalidades do comprimento encontradas nos membros posteriores, Frost & ·Frost em seu artigo, simplificando o assunto, porém dando excelentes explicações, citam como as mais frequentes: a) Angulações insuficientes - encontramos pouca cobertura de solo no trote e a força de propulsão diminuída. Conclusão Para finalizar os problemas dos posteriores, vejamos o defeito tão enfatizado pelo Dr. Rummel, conhecido como "cão tipo hiena" onde teremos um dorso e garupa harmoniosamente caídos, com forte angulação dos posteriores e com a tíbia longa. São cães que quando vistos em stay impressionam por transmitirem uma aparência de imponência, de fortaleza, mas quando em movimento não apresentam o rendimento desejado. Artigo escrito pelo juiz de Criação e Adestramento da SBCPA Hélio Nogueira de Sá.
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