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VITOR OLIVEIRA Rua de Santo António, 4 Apresentação do Canil: |
QUANDO DAR DE COMER? QUANTAS VEZES?
Aos amadores do desporto canino colocam-se muitas vezes as seguintes questões: Antes de mais, notemos que numerosos estudos foram feitos com desportistas (humanos) e que é possível basearmo-nos em certos dados humanos e de os utilizar para os cães de competição, tendo o cuidado de os adaptar à fisiologia do cão. GENERALIDADES A alimentação fornece ao organismo os elementos essenciais à elaboração da matéria viva - a energia química que será transformada em energia mecânica pelo fenómeno da contracção muscular - e os elementos que permitem o bom funcionamento das reacções metabólicas: vitaminas, sais minerais, etc. É preciso ter em conta dois grandes tipos de alimentação: - uma dieta constituída por elementos essenciais ao organismo, portanto rica em proteínas. Devera ser digestiva e bem assimilável permitindo a formação e o desenvolvimento ideais do tecido muscular no decurso de um treino correcto. Assim o cão terá mais força e maior rapidez. - outra, fornecendo uma contribuição energética, rica em hidratos de carbono. Convém saber que a glucose - "combustível de selecção para a contracção muscular – está armazenada no organismo sob a forma de glicógeno. A medida das necessidades, as moléculas de glucose são libertadas e a molécula de glicógeno é utilizada para produzir a energia necessária à contracção muscular. Uma parte da glucose não esta armazenada mas circula ao sangue. Ao teor de glucose no sangue chama-se glicémia: o seu valor e de 1 grama por litro, mas é susceptível de ligeiras variações fisiológicas em função da alimentação. QUANDO É PRECISO PAR DE COMER? Considerando a fisiologia alimentar do cão, parece-nos que o melhor compromisso consiste em fornecer-lhe alimento quatro horas antes de um treino ou de uma competição. A refeição deverá ser constituída por elementos muito assimiláveis, de maneira a não sobrecarregar o intestino com os resíduos da digestão. Deverá, portanto, ser rica em hidrates de carbono e pobre em fibras vegetais. UMA OU DUAS REFEIÇÕES? Agora vamos descrever a curva que representa a concentra_ cão de glucose sanguínea, i.e: a glicémia em função do horário das refeições. Depois de uma refeição rica em hidratos de carbono, a glicemia aumenta: estamos na fase de hiperglicémia; depois diminui até atingir o seu valor normal, descendo ainda mais antes da refeição seguinte: é a fase de hipoglicémia. Se dermos de comer ao cão a uma hora fixa, por exemplo, uma única refeição à noite, pelas 19-20 horas, o treino ou a competição no dia seguinte à tarde, corresponderá à fase de hipoglicémia. Em consequência, o cão não estará nas melhores condições de actuação. Pelo contrário, se o cão tomar a sua refeição de manhã, o treino ou exibição da tarde coincidirá com a fase de hiperglicémia e o rendimento energético muscular será melhor e o cansaço tardará a aparecer. Esta precisão horária e técnica necessária para obter os melhores resultados nem sempre é possível por não se saber com antecedência o horário de actuação. No entanto para efeito de treino é possível programar as sessões tendo em atenção os elementos a considerar (horário e alimentação).
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